sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Ginásios vazios na base do Rio

Tenho um carinho enorme pelo Rico...

ele foi meu armador numa geração de ouro...

e se transformou num excelente técnico na base do basquete do Rio de Janeiro...

é filho de um dos melhores dirigentes da história do basquete do Flamengo...

hoje, afastado da função de técnico, comparece num número significante de jogos da base...

estimulado pelo fato do seu filho ser atleta do sub-14 do Mengão...

suas opiniões são sempre coerentes, inteligentes e equilibradas.

O Rico me escreveu lamentando a ausência do público basqueteiro nos jogos da base carioca...

reproduzo, aqui, sua postagem:

Luiz Henrique Santos 

Grande jogo! 
As duas equipes mais bem colocadas no campeonato, formadas por jogadores muito talentosos e dirigidas por dois profissionais com quem aprendi muito e guardo uma enorme admiração: Chupeta e Eldio.
Em um dos melhores palcos (se não o melhor) de nosso estado.
Infelizmente, não pude assistir ao jogo até o final, mas, estou convicto de que estávamos diante do melhor do basquete de base de nosso estado.
Porém (ah o porém... sempre ele...), saí do ginásio profundamente triste... frustrado... desesperançado... sentimentos reavivados pelas imagens: não havia mais de 10 pessoas assistindo ao jogo!!!
Segunda feira estivemos juntos no Fluminense para assistir Fluminense e Tijuca, sub 14 e 19. Não tinham mais de 30 pessoas no ginásio.
E lá estava eu... não jogo mais... não dirijo mais... meu filho não estava jogando... era apenas um admirador de basquete...
Ah no meu tempo... (eu odeio esta frase... rsrs) anos 80 como jogador e anos 90 como técnico... ginásios cheios, não só em jogos de juvenis, mas qualquer partida que contasse com equipes minimamente competitivas, recebia número considerável de admiradores de nosso esporte.
Mas onde estão os admiradores?
O que aconteceu com nosso esporte?
Estamos vivendo um momento diferente, não só no basquete... Por que chegamos a este ponto? 
Guilherme, não sei se estou sendo romântico, mas acredito, sinceramente, que o momento é grave. Estas perguntas precisam ser respondidas. E rápido!
Independentemente de ações políticas de nossos dirigentes, creio que os profissionais que “FAZEM” nosso basquete devem se unir em torno destas perguntas e, principalmente, de suas respostas.
Saudações basquetebolísticas!
Forte abraço,
Rico

Resposta desse cronista:

Guilherme Kroll 

Querido Luiz Henrique Santos... a resposta inicial está nesse blog... quando fui superintendente da FBERJ divulgávamos todos os jogos... delegados em todos os jogos... informações rápidas e posts no site oficial da FBERJ... mantínhamos assessoria de imprensa... o Hélio Pacheco era muito competente... o Fábio La Marca era muito importante... a Andréa cuidava do feminino... minha equipe era ótima... promovíamos as rivalidades... promovíamos os jovens talentos... todos queriam tirar fotos ao meu lado... era o prêmio por atuações destacadas... com isso, os ginásios lotavam... e o site batia recordes de acessos..




Um comentário:

  1. Bacana ter um blog sobre basquete Sr. Guilherme, fui atleta do Rico e o admiro tanto pela pessoa como técnico. Como bem disse nos anos 90 os ginásios eram cheios e havia grande rivalidade. Hoje moro na Bahia e fico triste em ver a situação do Basquete. A verdade é que o problema vem desde o alto escalão do nosso País até as federações regionais. Resultado = os jovens preferem outros atrativos do que a praticar esporte e muito menos o " pobre do basquete ". Enquanto não houver pelo menos divulgações e ligas alternativas para os jogadores que chegam ao Juvenil, acho que o problema vai ficar bem distante de acabar.
    Abraços e parabéns pelo canal.
    ass. Renato Buril

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